Cashback vs giftback: qual é a diferença?

    Atualizado a 18 de setembro de 20262 min de leitura

    A diferença está no que o cliente recebe: o cashback devolve-lhe valor em saldo, muitas vezes gerido por uma plataforma externa, enquanto o giftback gera um bónus da própria loja, com prazo, que só ali pode ser usado. Um é crédito genérico, o outro é um convite datado para voltar.

    A comparação em quatro linhas

    CashbackGiftback
    ---------
    NaturezaSaldo devolvido ao clienteDesconto da própria marca
    Onde se usaNa loja ou na plataforma aderenteSó naquela loja
    PrazoMuitas vezes sem prazoSempre com data limite
    Efeito na visita seguinteIndiretoDireto: há uma data

    Cada mecânica está explicada em detalhe em cashback e em giftback.

    Exemplo com números

    Um cliente gasta 80€ numa loja de roupa.

    • Com cashback de 5% sem prazo, ficam 4€ de saldo. Pode usá-los daqui a seis meses ou nunca, e, se o programa for de uma plataforma, pode usá-los noutra loja aderente.
    • Com giftback de 10% válido 30 dias, ficam 8€ para gastar naquela loja até ao fim do mês, com lembrete antes do prazo. A percentagem é maior, mas só custa margem se o cliente voltar — e é exatamente isso que se quer que aconteça.

    Qual escolher

    Para captar clientes novos que não conhecem a loja, o cashback de plataforma tem alcance. Para fazer voltar quem já comprou — o objetivo de quase todo o retalho de proximidade — o giftback é mais direto: o valor não sai do negócio e traz uma data consigo. Em muitos casos, o custo real por visita recuperada é menor com giftback, porque só há custo quando há visita.

    Antes de decidir, vale medir o ponto de partida com a taxa de recompra da loja.

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    Perguntas frequentes

    Pode, mas raramente compensa numa loja pequena: duas moedas diferentes confundem o cliente ao balcão e a equipa a explicar. Escolher uma e comunicá-la bem rende mais do que ter as duas mal percebidas.

    Nem sempre. A percentagem do giftback só se transforma em custo quando o cliente volta e a usa; o saldo de cashback sai da margem mesmo quando fica parado. Vale comparar o custo por visita recuperada, não as percentagens lado a lado.

    O giftback, porque o prazo limita a exposição e o desconto está ligado a uma nova compra, que traz margem nova. Com margens baixas, o essencial é que a recompensa nunca seja resgatável sem uma compra associada.

    Percebe se lhe for dita em euros e com data: "tem 8€ para usar até dia 30 nesta loja" é claro. A palavra técnica não interessa ao cliente — o que ele retém é o valor, o prazo e onde o pode gastar.